segunda-feira, 7 de junho de 2010

Doses de Adeus
-
-
Tudo que eu tenho para falar por hoje é do medo, qualquer que seja, tememos a tudo, pessoas, coisas, palavras.
É tudo bem diferente quando sabemos que eles existem porem, não os vimos, sentimos, tocamos.
Podemos sim nos basear nos erros de outros, mas nunca será a mesma coisa que aprender consigo mesmo, confiar em que teus olhos te mostram mesmo que o coração os queira cegos.
Nossas vidas mudam, a ilusão de existir o paraíso também, pensar no futuro como se ele fosse doce, não é assim, a vida acaba fazendo nossos sonhos amargos e nossa realidade, quase sem sabor.
Quando estamos no mais escuro poço emocional, quando temos de nos fazer outras pessoas extremamente diferentes de nossas realidades, ideais e limites, quando descobrimos que querer é bem diferente de poder e que quem pode mais, se faz melhor perante toda uma estrutura chamada sociedade, percebemos que o medo e a lucidez são coisas distintas capazes de domar a mente e fazer de nós, seres quase manipulados pelos anseios, ânsias e necessidades. Acima de tudo domina com exatidão e coerência a vontade inutilmente reprimida de nos tornarmos donos de nossas mentes, donos de nosso destinos, cada um tendo em si seu próprio Deus.
Muitas vezes sabemos o que fazer mas tememos as realizações. Sim! Sempre os mesmos motivos e temores: Agora me diz, perante o medo, o quão grande tu pensar ser?!
Meus medos eram segredos, minhas angustias também, tudo em que eu pensara até então fora pequenas doses de adeus que ela me dava quando dentro de seu próprio túmulo emocional.
-
-

Nenhum comentário: