segunda-feira, 7 de junho de 2010

Tempos de travessias
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Qual foi o motivo pelo qual tudo ocorreu dessa forma, era tudo que gostaríamos de saber, mas já agora, nem nos perguntamos mais.
Tudo em que acreditávamos de repente se tornou mera ilusão, falsas esperanças de um futuro melhor. Caímos nos contrastes de nossas sombras, e agora onde termina o mundo dos sonhos e começa o mundo real? Não sabemos.
Queremos mudanças e se não estivermos prontos para tais, acho mesmo que não seremos capazes de fazê-las. Está tudo tão igual em nossas vidas que não nos adaptamos ao novo e muitas coisas boas batem nas nossas portas, na mesma hora as trancamos por medo de ser o futuro a nos chamar, nos obrigar, nos levar no tempo, mesmo que os ponteiros de nossos relógios biológicos estejam parados. Não precisamos nos agarrar ao passado e apostar todas as fichas nas histórias já escritas, elas já foram lidas e não servem para melhorias. Vamos procurar o limite, uma vez que dado o primeiro passo, andaremos sempre rumo a nova vida.
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já tem a forma de nossos corpos, esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É tempo da travessia e se não buscarmos fazê-la, teremos ficado para sempre a margem de nós mesmos.
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